Não tenho saudades.
Talvez porque o corpo que te deixei
Era o véu caído aos pés da incerteza
E sobre a mesa o retrato
Nunca traduziu verdades firmes.

Pensar que fomos um dia essa nuvem
Onde a noite se fustigava, custa muito
A crer. Aos teus olhos desatentos
Nunca a luz se recolheu e aos meus
O sol e o luar deram-me a cegueira.

Não tenho saudades. Na sombra
O teu nome é como o mar que seca
Sempre que se lembra de nós.

* Alexandre Honrado

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