um poema sem título, de Alexandre Honrado

comportamento recluso:
a palavra quer ficar no ventre
da mãe palavra que lhe deu alento
de gritar. Os poemas secundinas
adiam o parto. São ocaso, luz fulcral
e fim! Dependem todavia
da palavra que em embrião
ficou embrenhada na sua timidez.
Sou mais o que penso e uso
Do que aquilo que escondo e tremo?

A palavra nasce – e liberta-me de mim!

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