Nanã

No canto da sala escondida

No canto da sala humilhada

No canto da sala cuspida, rota

Na sala escura

Na brisa ressentida

Na rede mortificada

Nanã

Invade o ar o cheiro do raspar de tachos

Nanã

lume dos peitos fartos, meu silêncio.

Ainda sonho, minha avó,

Noites longas de atabaques para nossa gira

Flamejando lilás a quaresmeira

Os nossos pés fincados no barro do chão.nana