reproduções

das conversas em Filosofia menor, o blog do ilustre professor, na última quarta-feira, 22 de setembro de 2010, reproduzo com fidelidade:

Momento Mori

HOSPES, quod deico paullum est, asta ac pellage.
haic est sepulcrum hau pulcrum pulcrai feminae:
nomen parentes nominarunt Cladiam.
suom mareitum corde deilexit souo:
gnatos duos creauit: horunc alterum
in terra linquit, alium sub terra locat.
sermone lepido, tum autem incessu commodo.
domum seruait. lanam fecit. dixi. abei.

(CIL 1.1211)

Epitáfio de Cláudia
(150 d.C.)

Estrangeiro, pouco tenho para dizer; para e lê.Este é o sepulcro não pulcro de uma pulcra mulher:Claudia foi o nome que lhe puseram seus pais.Ao marido amou de todo o seu coração.Filhos, criou dois. Destes, a um,deixou sobre a terra, o outro sob ela.Aprazível a sua fala, gracioso era o seu andar.Cuidou da casa, fiou lã. Disse. Podes ir-te.

(Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. Romana: Antologia da Cultura Latina. Organização e tradução do original. 4.ª ed., Coimbra, 2000)

por lá,  meu comentário:

fiando, cuidando, zelando e amando: Claudia foi feliz. andava com graça e sua fala era mansa e doce, porque Claudia era feliz. via seus filhos correndo entre trigos dourados, livres, enquanto o vento sussurrava canções em seus ouvidos: Claudia se alegrava com a simplicidade da sua vida. mas Claudia não pensava em nada disso. Claudia sentia. Claudia sentia a felicidade.

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