rompeu

cavalo de pau arrebentando o peito
cruzando vísceras, fogo e maldade
transfigurado jaz o amor num leito
jaz corrompida sobra de verdade.

Rompeu: restará rompido.

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sobre a impermanência,

Definitivamente não sou a célula que sucumbe. 

Também não sou o corpo que de todas as células cresceu.
Não sou a curva acentuada da cintura,
os vasos dilatados em minhas pernas.
Não sou os olhos azuis invejados,
as rugas opostas à beleza de minha juventude.
Sou além da inconstância das coisas,
além dos muros de carne que me apartam e me dão tudo
deste mundo.
A natureza de vida e morte, cravou em mim
a coragem de renascer a cada dia.