Para não te perder

Resolvi escrever cartas para você, aumentando os detalhes inebriantes das nossas aventuras e desfiando lágrimas para nossas desventuras, nossos atropelos, nossas brigas. Resolvi escrever cartas de amor e ódio, já que os dois se assemelham em fúria e criatividade. Para não te perder da memória, escrevo para você todos os dias e assim não me perco de mim mesma. E o resto, todas as coisas por fora, é pura transição entre um encontro e outro.